FRASES DO DIA

segunda-feira, 10 de julho de 2017

ESTILOS DE LIDERANÇA: AUTOCRÁTICA, DEMOCRÁTICA E LIBERAL




Existem várias teorias sobre os estilos de liderança. A finalidade desses estudos é estudar a relação do líder com seus subordinados e observar de que maneira o líder orienta sua conduta e seu estilo de liderança. Tem a finalidade também de expor as características e personalidades dos estilos de liderança. 

Dos estudos sobre a teoria dos estilos de liderança, refere-se a três estilos. São eles: autocrática, democrática e liberal.

Abaixo, pode-se observar algumas características relacionadas a cada estilo de liderança citado.

AUTOCRÁTICA

Apenas o líder fixa as diretrizes, sem qualquer participação do grupo;

O líder determina as providências e as técnicas para a execução das tarefas, cada uma pôr vez, na medida em que se tornam necessárias e de modo imprevisível para o grupo;

O líder determina qual a tarefa que cada um deve executar e qual o seu companheiro de trabalho;

O líder é Dominador e é "pessoal" nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro.

DEMOCRÁTICA

As diretrizes são debatidas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder;

O próprio grupo esboça as providências e as técnicas para atingir o alvo solicitando aconselhamento técnico ao líder quando necessário, passando este a sugerir duas ou mais alternativas para o grupo escolher. As tarefas ganham nova perspectivas com os debates;

A divisão das tarefas fica a critério do próprio grupo e cada membro tem liberdade de escolher seus companheiros de trabalho;

O líder procura ser um membro normal do grupo, em espírito, sem encarregar-se muito de tarefas.

O líder é "objetivo" e limita-se aos "fatos" em suas críticas e elogios. 

LIBERAL

Há liberdade completa para as decisões grupais ou individuais, com participação mínima do líder;

A participação do líder no debate apenas materiais variados ao grupo, esclarecendo que poderia fornecer informações desde que as pedissem;

Tanto a divisão das tarefas, como a escolha dos companheiros, fica totalmente a cargo do grupo. Absoluta falta de participação do líder;

O líder não faz nenhuma tentativa de avaliar ou de regular o curso dos acontecimentos;

O líder somente faz comentários irregulares sobre as atividades dos membros quando perguntado.

Segundo POSSI (2006, p.4-5), White e Lippitt fizeram um estudo em 1939 para verificar o impacto causado por esses três diferentes estilos de liderança em meninos de dez anos, orientados para a execução de tarefas. Os meninos foram divididos em quatro grupos e, de seis semanas, a direção de cada grupo era desenvolvida pôr líderes que utilizavam três estilos diferentes: a liderança autocrática, a liderança liberal (laissez-faire) e a liderança democrática.

As conclusões da pesquisa foram espantosas, pois os meninos se comportaram conforme as "exigências" de cada grupo. Em suma os resultados foram os seguintes.

As crianças expostas ao líder autocrático demonstraram forte tensão e frustração. Além disso, a agressividade do grupo foi aumentada assustadoramente. As crianças do grupo não formaram grupos de amizade e nem tinham iniciativa para nada. Na execução das tarefas, não demonstram satisfação e o trabalho só era exercido se o líder estivesse presente junto ao grupo, quando o mesmo se ausentava as atividades cessavam e as crianças do grupo expandiam seus sentimentos reprimidos, tendo explosões de indisciplina e de agressividade.

Com as crianças do grupo de liderança democrática, a experiência já foi bem melhor. Houve um bom relacionamento entre as crianças e o líder, além da formação de grupos de amizade e relacionamentos. As crianças se mostraram mais responsáveis, exercendo suas atividades mesmo na ausência de seu líder. O trabalho teve um ritmo mais suave e seguro.

Muito diferente do grupo anterior, as crianças que estavam na presença de um líder liberal, o grupo teve uma atividade intensa, porém sua produção foi baixíssima. Houve muita perda de tempo e discussões, e a maioria voltada para motivos pessoas, ou seja, nada relacionado ao trabalho em si. Por esse motivo as poucas tarefas desenvolvidas eram feitas ao acaso. Pode-se notar no grupo um agressivo individualismo e pouquíssimo respeito em relação ao líder.

Com essas conclusões, pode-se observar que a liderança é uma influência interpessoal. Nesse caso, a influência nada mais é que a força psicológica que uma pessoa exerce sobre outra. Isso faz com que o indivíduo (liderado) modifique seu comportamento seguindo orientações e exigências de seu líder.

Geralmente os líderes utilizam de poder, influência e autoridade para conseguirem persuadir pessoas ou até mesmo grupos a realizar as atividades conforme seu desejo ou necessidade.

O mais importante, no entanto para que se exerça a liderança é que o indivíduo tenha conhecimento, informações e segurança sobre o que está fazendo, pois assim certamente seu poder de persuasão será ainda maior.

Sem conhecimento, as decisões do líder podem não dar em nada, ou pior ainda, podem levar a prejuízos, derrotas e perdas irreparáveis.

Para Chiavenato (2006 p.18-19): "A liderança é necessária em todos os tipos de organização humana, seja nas empresas, seja em cada um de seus departamentos. Ela é essencial em todas as funções da Administração: o administrador precisa conhecer a natureza humana e saber conduzir as pessoas, isto é, liderar".


Referências:

POSSI, Marcus. Gerenciamentoprojetos guia do profissional: aspectos humanos e interpessoais. Volume 2. Rio de Janeiro: Brasport, 2006.


CHIAVENATO, Idalberto. Administração geral e pública. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

Texto extraído do site Administradores.com: 

Por: GUILHERME METIDIERI CORRÊA

http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/estilos-de-lideranca-autocratica-democratica-e-liberal/52800/


sexta-feira, 9 de junho de 2017

SEGREDOS DA LINGUAGEM CORPORAL




A linguagem corporal ou expressões faciais são as formas de comunicação mais antigas e naturais dos seres humanos. É por isso que as pessoas que nascem cegas são capazes de reproduzir as mesmas expressões corporais que as que enxergam. Elas vêm pré-programadas nos nossos cérebros. 

Eu sempre fui fascinado pela linguagem corporal e como ela nos ajuda a atingir nossos objetivos na vida. A melhor descrição do poder da linguagem corporal foi dada pela frase de Amy Cuddy: "Nossas mensagens não verbais definem o que as outras pessoas vão achar de nós".

Se você é um pouco como eu, então você possui uma obsessão saudável pela linguagem corporal. Recentemente, alguns estudos em Harvard, Princeton e outras universidades prestigiadas ofereceram um panorama novo sobre a linguagem corporal e como usá-la no trabalho. 

Então, embora a linguagem corporal seja importante para transmitir a mensagem correta, essa comunicação pode ser determinada pelo que as outras pessoas nos fazem sentir. Aqui um pequeno "insight" dos últimos estudos e de como podemos usar essa linguagem a nosso favor no dia a dia. 

Seu corpo expressa emoções melhor que o seu rosto


Nós crescemos aprendendo sobre como lidar com as expressões faciais dos outros. Ainda assim, essa pode não ser a melhor maneira de julgar as emoções alheias. Pesquisadores de Princeton realizaram um experimento simples. Eles pediram a alguns voluntários que julgassem, a partir de uma foto, se as pessoas estavam felizes, tristes, se sentindo vencedoras ou perdedoras. Alguns receberam fotos com expressões faciais e outros corporais, um terceiro grupo recebeu ambas. Tente você mesmo com a imagem abaixo. Defina se os jogadores de tênis venceram ou perderam as partidas:



E os resultados não podiam ser mais surpreendentes:

Nos quatro experimentos, participantes adivinharam a emoção expressa na imagem baseados mais na linguagem corporal (sozinha ou combinada com expressões faciais) do que no contexto do rosto sozinho.

Emoções positivas e negativas, quando são extremas, se tornam bastante difíceis de serem diferenciadas, explica o responsável pelo estudo, Todorov.

Agora, fica ainda mais interessante. A linguagem corporal não é algo que nós temos que aprender. A maioria das nossas expressões emocionais vem definida no nosso sistema. Por exemplo, cientistas da British Columbia observaram os atletas congenitamente cegos nas Paraolimpíadas. 

Neste exemplo, o atleta da esquerda enxerga, enquanto o da direita é cego. Após a vitória, ambos apresentam a mesma linguagem para vitória:


Então, se a linguagem corporal é tão antiga, natural e poderosa para expressar nossas emoções verdadeiras, como podemos usá-la no dia a dia para conseguirmos o que queremos?

Amy Cuddy, de Harvard, apresenta as respostas.

A linguagem corporal muda quem você é - literalmente
Em um dos meus Ted Talks preferidos (ver vídeo abaixo), Amy Cuddy explica alguns detalhes peculiares da nossa linguagem corporal. Cuddy focou bastante no mundo dos negócios, em como a linguagem pode nos ajudar aqui e as possibilidades que parecem não ter limites. 


Aqui está o exemplo de uma “sem poder”:


Agora a pesquisa de Cuddy nos revela vários fatores interessantes. O primeiro é que expressar poses poderosas nos ajudam a conseguir melhores empregos, fazem nos sentir melhores e, no fim, mais bem-sucedidos. 

E ainda vai muito além de cruzar as pernas ou braços. Cuddy explica que dentro do nosso corpo existem verdadeiras transformações acontecendo, enquanto nossa linguagem corporal muda. Isso tem bastante a ver com hormônios. Os dois hormônios em questão são:

1. Testosterona: O hormônio do "poder", que entre outros fatores ajuda a melhorar nossa liderança, foco e atenção. 

2. Cortisol: O hormônio que nos faz menos resistentes ao estresse, oprimidos e impotentes. 

Aqui está o experimento de Cuddy

Eles juntaram várias pessoas em uma sala. Por dois minutos, fizeram poses poderosas e outras “sem poder”. Então, eles iam para uma entrevista de emprego. Os resultados foram maravilhosos.

Recrutadores neutros, que não sabiam quem havia feito cada pose, escolheram aqueles que tinham feito as poses das pessoas que eles gostariam de contratar. Além disso, os níveis de hormônios das pessoas mudaram drasticamente. Aqui está o aumento da testosterona e a queda do cortisol, após a mudança de postura (por apenas dois minutos!):



Aqui estão os níveis de hormônios após a postura impotente, com uma queda considerável de testosterona e o aumento do cortisol:



De acordo com Cuddy, esses são achados que mostram que mudar nossa linguagem corporal não muda apenas nossos resultados. Muda o que somos. Então, em vez de “fingir até conseguir”, seu conselho é: “finja até você se tornar isto”. 

Você pode fingir até conseguir? Sim, aqui estão cinco posturas para trabalhar hoje e responder a pergunta “Como posso trabalhar minha linguagem corporal?”

1 - Observe a posição do seu pé

Carol Kinsey Goman pesquisou a importância da linguagem corporal no ambiente de trabalho durante anos. Uma das suas melhores dicas é “observe seu pé”. Nós estamos sempre prestando atenção nas nossas expressões faciais. Ainda assim, nosso pé revela mais emoções do que nós pensamos.

“Quando você aborda duas pessoas conversando, você será recebido de duas maneiras. Se o pé de seu colega continuar no lugar e eles girarem os torsos superiores em sua direção, eles não querem que você participe. Mas se os pés estiverem abertos para lhe incluir, saiba que está convidado para participar”, afirma Carol. 

Outro exemplo tirado do livro de Goman, explica como saber que a conversa acabou. Sempre que você estiver conversando com alguém cujo rosto parece prestar atenção, o corpo está virado para você, mas as pernas e pés estão virados para a porta - entenda que o papo acabou. Os pés estão comunicando que a pessoa quer ir embora. As posições dos pés são reveladoras mesmo que as pernas estejam cruzadas. 

Eu comecei um experimento aqui no escritório do Buffer. Sempre que falo com alguém, eu faço questão de prestar total atenção - da cabeça aos pés. Até agora, tem sido ótimo.

2 - Sorria. Isso fará você mais feliz

Nós sorrimos por que estamos felizes. Mas funciona da maneira inversa? Pesquisadores da Universidade de Cardiff acreditam que sim. Pessoas que sorriem, mesmo que não estejam felizes, podem se sentir melhor, afirma Michael Lewis, co-autor do estudo. “A nossa forma de sentir as emoções não estão restritas ao nosso cérebro - existem partes do nosso corpo que ajudam a reforçar o que estamos sentindo”, diz. 

Claro, a capacidade de sorrir é uma outra história. Por ora, tente sorrir no banheiro ou em um lugar calmo, antes de uma conversa difícil, entrevista de emprego. Vai ajudar você a ser mais bem-sucedido. 

3 - Pratique as “poses poderosas” de Amy Cuddy antes de reuniões importantes

Amy Cuddy sugere três diferentes poses para praticar por dois ou três minutos antes de uma conversa importante.Tente fazer isso em um lugar calmo e veja se elas trazem os mesmos resultados para você.

4 - Realinhe seu corpo para manter harmonia com o seu colega durante a conversa

Goman sugere que você tente se alinhar de forma harmônica com o seu colega durante a conversa. Assim, você poderá resolver as tensões durante a conversa e criar soluções mais rapidamente. “Se você está fisicamente alinhado com essa pessoa (sentado ou em pé, ombro a ombro, encarando a mesma direção), você vai resolver a situação. É difícil construir um relacionamento no começo, mas prestar atenção no alinhamento faz uma grande diferença. Tente”, ressalta.

5 - Baixe sua voz com uma respiração profunda 

Embora não seja exatamente uma dica para linguagem corporal, essa é uma das minhas preferidas. Homens e mulheres com vozes profundas são melhores candidatos a cargos de liderança e geralmente são percebidas como grande autoridades. 

Para baixar sua voz, especialmente antes de uma entrevista, tente dar um respiro profundo. Vai relaxar a área da sua gargante, o que geralmente contrai e aumenta o tom da sua voz.



quarta-feira, 7 de junho de 2017

HÁBITOS DIÁRIOS PARA AUMENTAR SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL





O que diferencia alguém com alto nível de inteligência emocional de outro conhecido por suas explosões de raiva, ataques de choro e mudanças repentinas de humor?

Certamente não é a presença (ou falta) de um talento inato para lidar com os sentimentos, garante Rodrigo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (SBie).

“A inteligência emocional é resultado de treino, assim como qualquer outra competência”, diz o especialista. “Seu desenvolvimento começa já na infância para algumas pessoas, mas também pode acontecer mais tarde, na vida adulta, a qualquer tempo”.

Investir nessa habilidade comportamental é crucial para o sucesso em qualquer área da vida. Mais do que nunca, a gestão dos sentimentos — tanto próprios como alheios — tem sido definida por especialistas em recursos humanos como uma habilidade decisiva para continuar empregado na crise e eventualmente ser alçado a uma posição de liderança.

Incorporar certos hábitos à sua rotina pode ajudar nesse aprendizado, diz Adriana Gattermayr, coach e consultora da Gattermayr Consulting. Ela diz que exercícios diários de capacidades como observação, empatia, resiliência, tolerância e autocontrole podem gradativamente transformar uma pessoa explosiva em alguém muito mais apropriado de si mesmo.

A seguir, confira 8 atitudes que você pode cultivar na rotina para se tornar mais inteligente do ponto de vista emocional, segundo os especialistas ouvidos por EXAME.com:

1. Não “cure” sua frustração com queixas

Diante de uma contrariedade, a reação tipicamente humana é reclamar. Quem faz isso está aliviando sua irritação, mas de forma pouco produtiva, diz Gattermayr. Isso porque há grandes chances de o problema continuar presente. Por isso, quem tem inteligência emocional substitui a queixa pela ação.

A cada vez que você sentir raiva ou frustração no cotidiano, interrompa rapidamente o ímpeto de reclamar e tente imaginar uma saída prática para melhorar a situação. Isso não quer dizer que você deva “desligar” as suas emoções, mas sim empregá-las de forma estratégica.

2. Busque palavras para definir o que está sentindo

Um exercício simples para conhecer melhor as suas emoções é tentar capturá-las pela linguagem. Pergunte-se a cada vez que estiver diante de um sentimento desconhecido: isto é ansiedade, remorso, medo, euforia, raiva, inveja, alívio, decepção, arrependimento? Quanto mais precisa for a palavra, melhor.

Identificada a emoção, o próximo passo é observar qual atitude ela costuma desencadear em você. “Um bom profissional se pergunta constantemente ‘toda vez que sinto isto, ajo desta forma?’”, diz Gattermayr. “Ao descobrir os seus padrões de comportamento, você consegue adequá-los a cada momento da vida, em vez de se tornar escravo deles”.

3. Observe as emoções alheias (e tente senti-las também)

O desenvolvimento da inteligência emocional não se restringe apenas ao seu mundo interior: ele também depende da sua conexão com as outras pessoas. A dica de Gattermayr é exercitar a sua sensibilidade às emoções dos outros, mesmo quando eles tentam disfarçar.

É como um quebra-cabeças: quanto mais você observa a pessoa, mais peças aparecem e mais elas se encaixam. “É muito útil para percebermos que nem toda briga é pessoal”, diz a especialista. “Também é um ótimo exercício ‘anti-mimimi’, até porque muitas vezes descobrimos que agiríamos da mesma forma se estivéssemos no lugar do outro”.

4. Ofereça ajuda

Segundo Rodrigo Fonseca, presidente da SBie (Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional), estar sempre disposto a apoiar colegas, chefes e subordinados é uma forma de fortalecer um dos pilares da inteligência emocional: a empatia.

“Preciso me colocar no lugar do outro para saber se ele precisa de ajuda, isto é, preciso me sentir como ele se sente”, explica. Além disso, a disponibilidade e a cooperação criam um importante vínculo emocional entre você e as outras pessoas do seu ambiente de trabalho.

5. Permita-se viver conflitos

Um dos grandes mitos em torno da inteligência emocional é a ideia de que ela corresponde à serenidade absoluta. Pelo contrário: a competência tem a ver com o bom uso de emoções boas e ruins, fortes ou fracas, de forma que o indivíduo não fique refém delas.

Assim, é importante exercitar a sua autenticidade no cotidiano e não tentar agradar sempre. “Essa honestidade tem a ver com o entendimento de que questões difíceis muitas vezes precisam ser abordadas para o crescimento de todos”, diz Gattermayr. Se você evita conflitos o tempo todo, nunca vai desenvolver musculatura para superar os problemas.

6. Abandone a postura de juiz

Alguém fez algo no trabalho que você achou estranho ou ridículo? Antes de julgar essa pessoa, procure entender suas motivações e reconhecer que nem todo mundo pensa como você, aconselha Fonseca. “Quem tem inteligência emocional sabe apreciar as diferenças entre as pessoas”, diz ele.

Isso também significa cortar radicalmente o hábito da fofoca e da maledicência, que vão na contramão da empatia. No lugar dessas práticas, é mais produtivo observar o outro de forma paciente e buscar aprender algo com ele.

7. Planeje suas conversas

Antes de falar com uma pessoa, acostume-se a fazer uma série de perguntas prévias. Este é o melhor momento para abordá-la? Como ela está se sentindo hoje? O assunto pede delicadeza ou firmeza, gravidade ou leveza? O local é adequado para a conversa?

Segundo Gattermayr, esse é um exercício de autorregulação, feito a partir da observação das emoções alheias e do aprendizado sobre os seus próprios padrões de comportamento. A hora e o lugar são corretos, você calibrou seu discurso, mas a pessoa acabou se irritando e gritou com você? A dica é respirar fundo, não revidar e pedir gentilmente que a conversa continue mais tarde.

8. Treine sua resistência às tentações

Pessoas com baixa inteligência emocional cedem facilmente aos seus próprios impulsos. Ocorre que pequenos prazeres não trazem felicidade. “Um estudo clássico mostra que crianças que conseguem sacrificar uma bala agora para comer duas balas daqui a uma hora se tornam adultos mais bem-sucedidos”, diz Gattermayr. Daí a importância de não sucumbir a sentimentos momentâneos e sempre pensar nos efeitos de cada ação a longo prazo.

Controlar os seus próprios impulsos também ajudará o indivíduo a ser mais altruísta — o que também traz mais felicidade. Ao pensar nos outros, você é obrigado a regular as suas próprias emoções e a sacrificar o próprio conforto de vez em quando. Não existe hábito mais propício para desenvolver sua inteligência emocional e construir uma vida social harmônica dentro e fora do trabalho.


Este conteúdo foi publicado originalmente em Exame.com

terça-feira, 6 de junho de 2017

HABILIDADES SOCIAIS QUE ESTÃO EM ALTA NO MERCADO DE TRABALHO





Você já parou para pensar por que algumas pessoas conseguem chegar ao topo de suas carreiras e outras, no entanto, não chegam sequer a subir alguns degraus da vida profissional? Muitos podem ser os fatores para que essa evolução não aconteça e estão também relacionados a eventos externos, dos quais não se têm o controle.

Mas há que se considerar que boa parte dessa estagnação não está relacionada a outras pessoas, e nem a empresa que você trabalha ou até mesmo a profissão que você escolheu. A culpa, se é que podemos dizer assim, está associada a maneira como você se comporta e se posiciona frente às situações.

Hoje, talvez um dos maiores diferenciais de um profissional não esteja somente voltado para sua habilidade técnica, mas também para suas habilidades sociais e inteligência emocional para se adaptar ao meio ao qual está inserido. Basta analisar um pouco que você também chegará a esta conclusão. Fazer tecnicamente o que você faz, muitas pessoas podem fazer, mas ter habilidades para se relacionar, atitude para tomar decisões que beneficiem você e sua equipe, saber se comunicar e ser criativo, são características pessoais difíceis de se copiar, mas possíveis de se desenvolver.

Todo profissional que deseja alcançar sucesso no que faz deve, antes de qualquer coisa, ter para si um plano de carreira que seja claro, realista e bem definido. O segundo passo é buscar identificar quais habilidades serão necessárias desenvolver para se conquistar aquilo que foi planejado. Feito isso, o terceiro passo é buscar livros, cursos e informações para desenvolver tais habilidades. A ajuda de profissionais da área de desenvolvimento pessoal pode ser bem-vinda nesses casos.

O quarto passo para se desenvolver socialmente, e assim alcançar maiores resultados em sua carreira, é analisar sua personalidade. Dentre todas as características que acredita ser importante, qual delas te causam maior desconforto? Talvez falar em público seja algo assustador para sua personalidade introspectiva (mais tímida), mas entender quais são as maneiras de fortalecer essa habilidade pode afastar esse pavor e fazer com que você supere esta barreira.

O quinto passo caracteriza-se por treinar essas habilidades. Não tenha medo de errar, saiba que ninguém nasceu pronto socialmente. Desde o começo fomos aprendendo e treinando até chegar a ser como somos hoje. E se você aprendeu muitas habilidades desde a infância, pode muito bem desenvolver tantas outras agora, depois de adulto. Afinal, nunca se deve parar de aprender.

Às vezes, algumas habilidades são mais fáceis de serem desenvolvidas, outras no entanto, podem exigir um pouco mais de atenção e empenho. Mas saiba que todas elas são possíveis de ser aprimoradas com um pouco de dedicação e esforço.

E para te ajudar a dar este passo importante em sua vida profissional, compartilho a seguir cinco habilidades sociais (conhecidas no mundo corporativo como “soft skills”) que estão em alta no mercado de trabalho. Aproveite e aprenda em cada dica como desenvolver cada uma delas para alcançar maiores resultados em sua carreira!

Comunicação - Já dizia o saudoso e irreverente Chacrinha: "Quem não se comunica, se trumbica"! E ele tinha toda razão.

Nunca houve tanto estímulo à comunicação como hoje. No entanto, também nunca existiu tanta falha ou falta de entendimento como ocorre atualmente.

Saber se comunicar não implica somente decidir por qual meio fazer, mas principalmente como fazer isso de maneira clara, objetiva e sem deixar interpretações erradas sobre aquilo que se falou.

Só assim você vai evitar um mal entendimento, por exemplo, brigas e até mesmo ressentimento por algo que foi dito de um jeito e entendido de outro.

Por isso, antes de decidir se sua comunicação será verbal, escrita ou até mesmo apresentada para mais de uma pessoa, pense sobre a melhor forma de comunicar isso.

Escolha bem as palavras e saiba colocar cada uma delas no contexto adequado para a situação. Outra dica importante é usar a linguagem corporal a seu favor. Entenda que o corpo fala, e ele deve dizer o melhor sobre você e suas intenções. 

Liderança - Talvez você não tenha a intenção de liderar uma grande equipe ou de chegar a um cargo que necessite de grande tomada de decisão.

Mesmo assim, saiba que desenvolver sua liderança pode ser imprescindível para alcançar o sucesso profissional. Existe um erro em pensar que liderar é somente comandar pessoas e exigir que elas façam o que precisa ser feito.

Isso está mais para o lado de imposição do que de liderança.

Ser líder implica em desenvolver habilidades sociais e cognitivas, como ajudar colegas de trabalho, potencializar seu pensamento estratégico, ser apoio para empresa, agir com diplomacia quando necessário, ser autoconfiante e ajudar outras pessoas a fazer o mesmo.

Além disso, e, principalmente, ter atitude para alcançar os resultados que a empresa precisa. Neste caso, vale a máxima: "são suas atitudes e não somente o que você fala que te levarão ao sucesso que você deseja".

Influência - Muita gente pensa que influenciar pessoas é algo negativo, e se você é uma delas, leia esta dica com bastante atenção, pois ela pode mudar sua forma de pensar sobre isso.

Por mais que nem tenha consciência, você está a todo momento tentando influenciar pessoas, sejam elas amigos, familiares e até mesmo desconhecidos. Quer ver só?

Quando você faz um pedido a um amigo para te acompanhar a uma festa, ou solicita um encaixe na agenda apertada do seu médico, com certeza usa de seu poder de influência para que a pessoa a quem foi feito o pedido, faça o que você está solicitando.

Influenciar não significa somente persuadir, por mais que tenha uma boa parcela disso. Mas também implica em vender uma ideia, inspirar ações, motivar comportamentos e negociar o que quer que seja. Qualquer semelhança com habilidades de liderança não é mera coincidência.

E já que isso é algo tão presente e importante em sua vida, por que não fazer isso de maneira consciente? Arrisque, você só tem a ganhar.

Habilidades interpessoais - Esta é uma habilidade fundamental para se destacar em sua carreira e implica no relacionamento direto com outras pessoas, muitas delas desconhecidas ou em situações nem sempre confortáveis para as partes.

As habilidades interpessoais são aquelas que englobam networking, ou seja, capacidade de estabelecer uma boa rede de contatos profissionais.

Resolução de conflitos, mas sabendo como mediar uma situação que nem sempre será favorável para os envolvidos. Também diz respeito a habilidades de desenvolvimento de marketing pessoal que podem ser resumidas em "como você é visto pelas pessoas".

Desenvolver esses aspectos da vida podem fazer com que você se saia muito melhor em situações e lugares novos e que, muitas vezes, podem parecer desafiadores.

Habilidades pessoais - Do mesmo modo que desenvolver habilidades interpessoais são de suma importância, aprimorar suas habilidades pessoais é fundamental para ter uma vida profissional plena e de qualidade.

E neste item, enquadram-se comportamentos como: inteligência emocional, gestão do estresse, adaptabilidade ao meio e uma grande capacidade de resiliência, que é saber aguentar a pressão e manter-se firme em momentos de crise.

Aposte nesses comportamentos e saiba que eles podem ser aliados contra depressão, estresse, esgotamento físico, mental e emocional.

Esses são alguns dos fatores que, atualmente, mais têm afastado profissionais do mercado de trabalho.

Criatividade - Dizem que "criatividade é a inteligência se divertindo", e de fato isso é verdade. Uma das grandes vantagens competitivas hoje em dia é ser criativo.

Saiba que esta habilidade está muito mais relacionada a estratégia do que a qualquer outra citada nessa lista.

Ser uma pessoa criativa é saber como resolver problemas, ter um pensamento crítico desenvolvido, ter atitude para inovar e contribuir com ideias trazendo soluções nunca antes imaginadas.

E isso, com certeza, é algo cada vez mais valorizado na maioria das empresas. Portanto, confie em sua criatividade e saiba que ela pode te trazer bons resultados.

Desenvolvimento profissional - Outra característica bastante notada e valorizada no mundo corporativo é a capacidade de se desenvolver profissionalmente.

O mundo muda com uma rapidez impressionante e justamente por isso, aprender não deve ser algo destinado somente a escolas ou ao período acadêmico, porque não implica somente no desenvolvimento de conhecimentos técnicos. Implica também em habilidades que melhoram e facilitam o seu dia a dia, fazendo com que sua produtividade e desempenho aumentem.

Dentro do desenvolvimento pessoal estão atitudes como organização, capacidade de planejamento, gestão do tempo, conhecimento de tendências, etiqueta e ética empresarial. Todas são características de pessoas que estão sempre em busca de novos conhecimentos para ser cada vez melhor.

Saiba que se você procurar desenvolver cada uma dessas habilidades vai ter grandes chances de alcançar melhores resultados não somente profissionais, mas também pessoais.

Isso porque tanto o lado pessoal quanto o lado profissional estão interligados. E para ter uma vida plena é necessário que exista cuidado em todos esses aspectos pois, a vida não é uma balança, mas com certeza deve ser levada com equilíbrio.



segunda-feira, 5 de junho de 2017

VOCÊ CONSTRÓI A SUA REPUTAÇÃO






Você se preocupa com a sua imagem? Reputação não é algo que importa só para pessoas públicas, aquelas que aparecem na tv. Cuidar da imagem é dever de cada um.

Para defender a reputação, tudo o que a gente faz é se comunicar, o tempo todo. A verbal é um dos tipos de comunicação que usamos. Se alguém ousa uma declaração que contenha preconceito de qualquer tipo, pode estar colocando em risco a reputação. Mas, não é só isso que impacta na imagem: uma fala com dupla interpretação que não transmita confiança ou o português errado, dependendo da área em que a pessoa atua, também incidem diretamente na imagem. É no discurso que a avaliação se complica e o risco de perder a confiança aumenta. Quem se contradiz e menospreza a inteligência do outro querendo se passar por bonzinho ou vítima, ainda que tudo indique que a casa já caiu também perde a credibilidade. Mesmo que a voz seja forte e a postura corporal firme, é preciso muito óleo de peroba para continuar afirmando uma mentira.

O não verbal também é determinante para valorizar ou prejudicar o nível de reputação de alguém. Gestos e movimentos da face podem mostrar impaciência e desconfiança. Ser coerente é o que mais conta para ganhar bom conceito.

A vestimenta também faz parte desse jogo, porque a roupa diz muito sobre nós. Muitos exemplos na mídia comprovam que a roupa inadequada ao cargo ou posição social podem chamar a atenção pro bem ou pro mal. Quem não consegue avaliar se a vestimenta está apropriada, ao se olhar no espelho, vai perceber o tiro no pé quando as fotos caírem nas mãos de um ser atento e malvado chamado internauta. Ah, as redes sociais não perdoam. Ninguém dá trégua pra roupa, pro corte de cabelo, pras companhias da pessoa em questão. Palavras são monitoradas, a linguagem corporal é analisada em detalhes e até a intenção entra no debate. Tudo é motivo para comentários positivos e negativos.

E o que provoca todos os deslizes são os vícios. Todos os hábitos do mal, contrários às virtudes, podem dar fim a uma reputação, esse bom conceito que leva anos para ser conquistado e um minuto pra ser perdido. O renome é algo demorado para construir e o trabalho de manter nunca termina.

Quem tem bastante visibilidade, está na mídia e é seguido por milhares nos perfis públicos tem que ter cuidado o dia inteiro. Qualquer passo que der pode ser filmado e tuitado. Com pessoas não tão visíveis pelas redes ou pela mídia tem os vizinhos, os colegas de classe e de trabalho, tem o pessoal do clube, a família, os conhecidos da academia. Quem não é famoso também não escapa. Tá cheio de olheiro por ali. Aquela história de sorria, você está sendo filmado, nem é novidade mais. A gente é filmado sem câmera mesmo. Alguém pode dizer: ‘mas, eu não me preocupo com a opinião dos outros’. Sinceramente, não acho isso possível pelo simples motivo de que vivemos em sociedade. Sendo famoso ou não você deve satisfação. E pra todo mundo, tem também a consciência. E essa, ah, essa é difícil de enganar. A consciência segue com a gente pra todo lugar, não adianta fugir, não adianta mentir. A consciência é o termômetro de nossas atitudes, nos faz lembrar da importância dos nossos valores, e vai nos cobrar mais dia menos dia o que fizemos ou deixamos de fazer. Pra que o dia seja leve, o melhor mesmo é ficar em paz com ela. Você e eu não precisamos de câmera, a gente sabe bem o que precisa ser feito.




sexta-feira, 2 de junho de 2017

SINAIS DE QUE VOCÊ TEM INTELIGÊNCIA EMOCIONAL




O que torna algumas pessoas mais bem-sucedidas que outras no trabalho e na vida? QI e ética são importantes, mas não é tudo. Nossa inteligência emocional - o modo como gerenciamos as emoções, tanto as nossas como as dos outros - pode ter um papel crítico para determinar nossa felicidade e nosso sucesso.

Platão disse que todo aprendizado tem uma base emocional, e talvez ele tenha razão. O modo como interagimos com nossas emoções e as regulamos tem repercussões em quase todos os aspectos de nossa vida. Para colocar em termos coloquiais, a inteligência emocional (IE) é como a "sabedoria da rua", em oposição à "sabedoria dos livros", e é responsável por grande parte da capacidade de uma pessoa de navegar com eficiência pela vida.

"Quem tem inteligência emocional geralmente é confiante, sabe trabalhar na direção de suas metas, é adaptável e flexível. Você se recupera rapidamente do estresse e é resistente", disse ao Huffington Post o psicólogo Daniel Goleman, autor de "Focus: The Hidden Driver of Excellence" [“Foco: O Motor Oculto da Excelência”]. "A vida corre muito mais suavemente se você tiver boa inteligência emocional."

Os cinco componentes da IE, como definidos por Goleman, são autoconsciência, autorregulação, motivação, habilidades sociais e empatia. Podemos ser fortes em algumas dessas áreas e deficitários em outras, mas todos temos o poder de melhorar em qualquer uma delas.

Não tem certeza de qual é seu nível de inteligência emocional? Aqui estão 14 sinais de que você tem uma IE alta.

1. Você sente curiosidade sobre pessoas que não conhece.

Você gosta de conhecer novas pessoas e naturalmente tende a fazer muitas perguntas depois de ser apresentado a alguém? Nesse caso, tem um certo grau de empatia, um dos principais componentes da IE. Pessoas altamente empáticas - as que estão extremamente sintonizadas com as necessidades e os sentimentos dos outros, e agem de uma maneira sensível a essas necessidades - têm uma coisa importante em comum: são muito curiosas sobre estranhos e se interessam genuinamente em saber mais sobre os outros.

Ter curiosidade sobre os outros também é uma maneira de cultivar a empatia. "A curiosidade expande nossa empatia quando conversamos com pessoas de fora do nosso círculo social habitual, encontrando vidas e visões de mundo muito diferentes das nossas", escreveu Roman Krznaric, autor do livro "Empathy: A Handbook For Revolution" [“Empatia: Um Manual para a Revolução”], em seu blog Greater Good.

2. Você é um ótimo líder.

Líderes excepcionais costumam ter uma coisa em comum, segundo Goleman. Além dos tradicionais requisitos para o sucesso - talento, ética profissional e ambição, por exemplo -, eles possuem um alto grau de inteligência emocional. Em sua pesquisa comparando os que se saíram extremamente bem em papéis de liderança com aqueles que eram simplesmente medianos, ele descobriu que cerca de 90% da diferença em seus perfis se devia à IE, e não à capacidade cognitiva.

"Quanto mais alta a categoria de uma pessoa considerada um ator excelente, mais capacidades de inteligência emocional apareciam como motivo de sua eficácia", escreveu Goleman na "Harvard Business Review".

3. Você conhece suas forças e suas fraquezas.

Um grande fator da autoconsciência é ser honesto consigo mesmo sobre quem você é - saber onde você se sai muito bem e onde você tem dificuldade, e aceitar essas coisas. Uma pessoa emocionalmente inteligente aprende a identificar suas áreas de força e de fraqueza e analisa como pode trabalhar com maior eficácia dentro desse quadro. Essa consciência gera a autoconfiança, que é um dos principais fatores da IE, segundo Goleman. "Se você sabe em que é realmente eficaz, pode operar a partir dessa confiança", diz ele.

4. Você sabe prestar atenção.

Você é distraído por cada tuíte, mensagem e pensamento que passa por sua cabeça? Nesse caso, isso pode estar impedindo que você funcione em seu mais alto nível de inteligência emocional. Mas a capacidade de suportar distrações e se concentrar na tarefa a ser feita é um grande segredo da inteligência emocional, diz Goleman. Sem estar presente consigo mesmo e com os outros, é difícil desenvolver autoconsciência e relacionamentos fortes. "Sua capacidade de se concentrar no trabalho que está fazendo ou na sua tarefa escolar, e deixar para ler aquela mensagem ou jogar aquele videogame quando terminar - seu nível de eficiência nesse aspecto durante a infância vem a ser um fator de previsão mais forte de seu sucesso financeiro quando adulto do que seu QI ou a riqueza de sua família", diz Goleman. "E podemos ensinar as crianças a fazer isso."

5. Quando você está chateado, sabe exatamente por quê.

Todos nós experimentamos uma série de flutuações emocionais ao longo do dia, e muitas vezes nem sequer compreendemos o que está causando uma onda de raiva ou de tristeza. Mas um aspecto importante da autoconsciência é a capacidade de reconhecer de onde vêm suas emoções e saber por que você está chateado. Autoconsciência também se trata de reconhecer as emoções quando elas brotam, em vez de identificá-las mal ou ignorá-las. Pessoas emocionalmente inteligentes recuam um passo diante das emoções, examinam o que estão sentindo e o efeito dessa emoção sobre elas.

6. Você se dá bem com a maioria das pessoas.

"Ter relacionamentos satisfatórios e eficazes - esse é um sinal [de inteligência emocional]", diz Goleman.

7. Você se importa profundamente em ser uma pessoa boa e moral.

Um aspecto da IE é nossa "identidade moral", que tem a ver com a extensão em que queremos ver a nós mesmos como pessoas éticas e cuidadosas. Se você é uma pessoa que se importa em construir esse lado de si mesma (independentemente de como você atuou em situações morais anteriores), pode ter um alto índice de IE.

8. Você se dá um tempo para desacelerar e ajudar os outros.

Se você criar o hábito de desacelerar para prestar atenção nos outros, seja saindo ligeiramente do seu caminho para cumprimentar alguém ou ajudar uma mulher idosa no metrô, você demonstra inteligência emocional. Muitas pessoas, uma boa parte do tempo, estão completamente concentradas em si mesmas. E com frequência é porque estamos tão ocupados correndo em um estado de estresse, tentando fazer as coisas, que simplesmente não temos tempo para perceber os outros, quanto menos ajudar.

"[Existe um] espectro que vai da total autoabsorção a perceber e a sentir empatia e compaixão", disse Goleman em uma palestra TED sobre compaixão. "O simples fato é que se estivermos focados em nós mesmos, se estivermos preocupados - o que muitas vezes estamos durante o dia todo -, realmente não perceberemos totalmente o outro." Ser mais atencioso, em contraste com estar absorvido em seu mundinho, planta as sementes da compaixão - um componente crucial da IE.

9. Você é bom em ler as expressões faciais das pessoas.

Ser capaz de sentir como os outros estão se sentindo é uma parte importante de ter uma boa IE. Faça este teste da Universidade da Califórnia em Berkeley (em inglês) para descobrir sua eficiência em ler as emoções dos outros.

10. Depois de cair você se levanta rapidamente.

Como você lida com os erros e reveses diz muito sobre quem você é. Indivíduos com alta IE sabem que se há uma coisa que todos temos de fazer na vida é seguir em frente. Quando uma pessoa emocionalmente inteligente sofre um fracasso ou revés, ela é capaz de se recuperar rapidamente. Isto acontece em parte por causa da capacidade de experimentar com atenção as emoções negativas sem deixar que elas saiam do controle, o que oferece um grau mais alto de resistência.

"A pessoa resistente não fica presa às emoções negativas, mas deixa que elas fiquem lado a lado com outros sentimentos", disse Barbara Fredrickson, autora de "Positivity" [Positividade], à "Experience Life". "Por isso, ao mesmo tempo em que elas estão sentindo 'estou triste por causa disso', também tendem a pensar 'mas estou grata por isto'."

11. Você é um bom juiz de caráter.

Você sempre consegue ter a sensação de quem uma pessoa é desde o início - e suas intuições raramente se enganam.

12. Você confia em seu instinto.

Uma pessoa com inteligência emocional é alguém que se sente à vontade seguindo sua intuição, diz Goleman. Se você é capaz de confiar em si mesmo e em suas emoções, não há motivo para não escutar aquela voz interior (ou aquela sensação na barriga) que lhe diz que caminho deve seguir.

13. Você sempre foi automotivado.

Você sempre foi ambicioso e trabalhador quando criança, mesmo quando não era recompensado por isso? Se você é uma pessoa atuante e motivada - e consegue focar sua atenção e sua energia para perseguir seus objetivos -, provavelmente tem um alto nível de IE.

14. Você sabe dizer não.

Autorregulação, um dos cinco componentes da inteligência emocional, significa ser capaz de se disciplinar e evitar hábitos insalubres. As pessoas dotadas de IE geralmente são bem equipadas para tolerar o estresse (um gatilho dos maus hábitos para muitas) e controlar seus impulsos, segundo Goleman.




quinta-feira, 1 de junho de 2017

ENTENDA O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E POR QUE ELA É IMPORTANTE PARA VOCÊ





Você provavelmente já ouviu e talvez esteja até acostumado a ouvir que pessoas com um maior quociente de inteligência – o famoso Q.I – são as que se dão melhor em suas carreiras profissionais. O que você talvez não saiba é que existe outro tipo de inteligência, a emocional, que parece ser o segredo por trás de muitas pessoas de sucesso.

Se esse tipo de inteligência é emocional, você já deve imaginar que não é o tipo de coisa que se aprende na escola nem depende de equações matemáticas ou fórmulas bizarras. Basicamente, inteligência emocional é a habilidade que uma pessoa tem de perceber, entender, avaliar e administrar suas próprias emoções e também as emoções dos outros, de maneira positiva.

Por mais que em um primeiro momento isso possa parecer fácil, administrar as próprias emoções não é exatamente a tarefa mais simples do mundo. É preciso autocrítica, reflexão, meditação e empatia – só para citar alguns fatores. Isso tudo afeta a maneira como nos comportamos, tomamos decisões e interagimos socialmente.

E se você acha que isso é tudo uma grande enrolação, saiba que a ciência já descobriu que pessoas com altos níveis de QI são superadas 70% das vezes por pessoas emocionalmente inteligentes. Basicamente, saber controlar suas próprias emoções, refletir sobre elas e colocar suas conclusões em prática pode fazer com que você se dê melhor do que o “gênio” da turma.

Aliás, que fique claro que não se trata de uma competição entre inteligências. O intuito aqui é talvez fazer com que você comece a observar que seus pensamentos têm uma lógica que talvez até você mesmo desconheça, e que buscar entender as próprias emoções é uma das atividades mais instigantes de todas.

Pessoas com uma inteligência emocional bem desenvolvida são geralmente consideradas autoconfiantes, persistentes, motivadas e capazes de controlarem a si mesmas. Não quer dizer, no entanto, que estamos falando de pessoas conhecidas como “meigas” ou “fofas” ou alguém que está à procura de aprovação constante – essa é uma confusão bastante comum.

De acordo com um expert no assunto, Travis Bradberry, pessoas com um nível alto de inteligência emocional procuram ser bem sucedidas, conseguem controlar suas emoções, têm um bom convívio social e constantemente avaliam suas próprias atitudes e seus pensamentos.

Pesquisas recentes já comprovaram: pessoas emocionalmente inteligentes são aquelas que mais se dão bem em seus ambientes de trabalho. Um desses estudos, só para você ter ideia da dimensão da coisa, avaliou a vida de 17 mil pessoas, desde quando eram crianças até chegarem à fase adulta, por um período de 50 anos. O resultado: as pessoas consideradas emocionalmente inteligentes eram mais bem sucedidas em suas profissões do que aquelas com grandes pontuações de QI.

E não acaba aqui! Há pesquisas que sugerem que pessoas que desenvolveram a inteligência emocional na adolescência ou no início de sua fase adulta não apenas têm sucesso em suas profissões como vivem relacionamentos amorosos longos e estáveis, além de apresentarem baixos níveis de depressão e ansiedade. Há evidências, inclusive, de que essas pessoas são até mesmo mais saudáveis.

Empatia

De acordo com o psicólogo Daniel Goleman, os cinco elementos que precisam ser trabalhados para o desenvolvimento de uma mente emocionalmente inteligente são: autoconhecimento, autocontrole, motivação, habilidades sociais e empatia.

Desses itens, o que pode ainda ser desconhecido é a empatia, que, de maneira geral, é a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa. Alguns cientistas sociais e políticos dizem que essa palavrinha pequena de significado imenso poderia melhorar muito o mundo no qual vivemos.

Duvida? Então que tal começar a pensar duas vezes antes de julgar alguma pessoa por seu status social ou por suas atitudes? Em algumas situações, só quem sente na pele como é passar por determinada experiência pode falar com propriedade sobre ela. E, sim, vale reforçar: esse tipo de exercício social pode fazer de você não apenas uma pessoa mais sensata, mas também uma pessoa de sucesso.

E você?

Ainda de acordo com Goleman, pessoas que exercitam as cinco características acima tendem a parecer confiantes, são boas naquilo que fazem profissionalmente, atingem seus objetivos, são adaptáveis e flexíveis. São pessoas resilientes e capazes de se recuperar de situações estressantes. “A vida é muito mais suave se você tem uma boa inteligência emocional”, resume o psicólogo.

Apenas profissionais da área de psicologia podem identificar com precisão se uma pessoa tem ou não um nível alto de inteligência emocional, ainda assim uma maneira popular de tentar descobrir como anda a sua inteligência emocional é avaliar sua capacidade de reconhecer expressões faciais. E aí, você é bom em saber o que alguém está sentindo apenas ao olhar as expressões faciais dessa pessoa?

Inteligência emocional e ambiente de trabalho

Estudos indicam que empresas tendem a promover funcionários bem-humorados e que têm uma boa relação com os outros, dois fortes indícios de inteligência emocional. Esse padrão muda um pouco quando olhamos para cargos de diretoria: no geral, são pessoas com os menores índices de inteligência emocional. Bizarro, não?

Ainda não se sabe ao certo por que isso acontece, mas acredita-se que essa baixa inteligência emocional tem a ver com o fato de que diretores e CEOs são profissionais que interagem pouco com os funcionários de nível básico e não entendem como suas decisões podem impactar os outros – de novo, uma questão de empatia.

Por outro lado, muitas grandes empresas já começaram a contratar funcionários com altos níveis de inteligência emocional, como é o caso da Força Aérea dos EUA, que tem recrutado pessoas por meio de testes emocionais, avaliando questões de empatia, assertividade, felicidade e autoconhecimento. Financeiramente falando, contratar esse tipo de pessoa significa, para a Força Aérea norte-americana, economizar US$ 3 milhões por ano.

Como melhorar a sua inteligência emocional

De acordo com uma publicação da Harvard Business Review, estes são comportamentos típicos de pessoas com baixa inteligência emocional. Se você tem algum deles, dá sempre para tentar mudar:
Você frequentemente tem a sensação de que os outros não entendem o que você fala e isso o deixa frustrado.

Você se surpreende quando as outras pessoas se sensibilizam com seus comentários e sempre acha que elas estão exagerando.

Você acha que ter uma boa relação com as pessoas do seu trabalho não é algo importante.

Você cria, com relação aos outros, as mesmas expectativas que tem sobre si mesmo.

Você culpa os outros pelos problemas que sua equipe de trabalho enfrenta.

Você acha irritante quando alguém espera que você saiba como ele está se sentindo.

E aí, você já tinha pensado sobre esse assunto? O que acha do tema? Conte para a gente nos comentários!





quarta-feira, 31 de maio de 2017

RELAÇÕES HUMANAS




Inevitavelmente, em qualquer profissão e quase em qualquer outra atividade, o ser humano necessita estar em relacionamento com seus semelhantes. Quando este relacionamento é harmonioso, contributivo, espontâneo, gera-se satisfação e progresso. Ao contrário, quando é conflituoso, surgem obstáculos aos desenvolvimentos das atividades, gerando “emperramento” nos propósitos a alcançar.

Mas o que são “relações humanas”?

É a arte do relacionamento humano, que surge quando dois ou mais indivíduos se encontram. Desta forma, num ambiente de trabalho, em que duas pessoas partilham ideias e tarefas, gera-se um convívio que poderá resultar em cooperação, em atritos, comparações, etc.

Para quê estudar relações humanas?

A fim de minimizar os entraves nas relações pessoais e permitir que haja maior satisfação das pessoas envolvidas no processo de convivência.

Há dois tipos de relações humanas:

Comunicação interpessoal: é o relacionamento entre pessoas, caracterizada através dos eventos ou acontecimentos que se verificam no lar, na escola, na empresa, na igreja, etc.

Comunicação intrapessoal: é a comunicação que mantemos conosco mesmo. É o diálogo interior. Exemplos: oração, meditação, etc.

Neste capítulo, o autor estará determinado em analisar e desenvolver a comunicação interpessoal, especificamente voltado à gestão de pessoas, abordando o tema de forma não acadêmica, mas na prática, permitindo assim uma assimilação mais rápida deste assunto por qualquer pessoa.

Verificamos algumas ações de relacionamentos com pessoas, uns benéficos e outros maléficos:

AÇÕES NEGATIVAS:

COMODISMO: torna tudo “morno” e sem sal

JULGAMENTO: destrói imediatamente qualquer relacionamento

IRRITAÇÃO: transfere a carga de algo errado para outra pessoa

LEVIANDADE: desconsidera que os outros têm sentimentos e 
preocupações

MENTIRA: acaba com a confiança entre duas pessoas

CRÍTICAS: forma uma “muralha da China” nos relacionamentos

AÇÕES POSITIVAS:

ACEITAÇÃO: compreende que as pessoas são falhas e precisam de ajuda

OUVIR: permite entender os sentimentos dos outros

PACIÊNCIA: permite suportar uns aos outros

ELOGIAR: auxilia nos laços de simpatia mútua

INTERESSAR-SE: mostra a outra pessoa que ela pode “contar conosco”

SORRIR: o exercício mais relaxante e simpático que Deus criou.

Vamos analisar porque todos nós temos a ganhar com a melhoria de nossos relacionamentos e diversas formas de fazê-lo.

Reflexões:

“Antes de criticar alguém, pesquise porque a pessoa agiu/age daquela forma”

“Entender porque as pessoas agem de determinada forma não é concordar com suas atitudes”

“Relacionar-se com outros custa nosso tempo e paciência. Mas vale a pena, porque nós nos tornamos mais úteis aos nossos semelhantes.

 “EMPATIA” e ESTILO DE COMUNICAÇÃO

A seguir, as conclusões que chegou um grupo de psicólogos, num treinamento de Relações Humanas:

Grande parte do nosso trabalho é feito por meio do contato com os outros, quer como indivíduos, quer como grupo.

A eficiência em lidar com outras pessoas, é muitas vezes prejudicada pela falta de habilidade, de compreensão e de trato interpessoal.

As pessoas que têm mais habilidade em compreender os outros e traquejo interpessoal são mais eficazes no relacionamento humano.

A experiência tem comprovado que as pessoas podem aprender e aperfeiçoar a sua habilidade em compreender os outros e a si próprias, adquirindo traquejo nas relações interpessoais.

Às vezes nós não compreendemos por que temos certos tipos de comportamentos ou atitudes. Não tentamos verificar que isso pode acontecer, por que temos dentro de nós conflitos que não conseguimos resolver. Esses conflitos íntimos impedem nossa maneira eficiente de agir.

Exemplo: o chefe “briga” com o subordinado, porque o patrão exige “eficiência” da equipe.

Se as pessoas descobrem como agem, por que agem e tentam descobrir maneiras para compensar tais comportamentos, isso as ajudará a agir com mais eficiência no relacionamento interpessoal e na compreensão intrapessoal.

A compreensão dos outros (um dos aspectos mais importantes nas Relações Humanas) é a aptidão para sentir o que os outros pensam e sentem, sem portanto, envolver-se com tais sentimentos. Esta aptidão denomina-se empatia.